07/02
Novo centro de convenções de Salvador potencializa turismo de negócios.

Com potencial para gerar negócios de cerca de R$ 500 milhões por ano em Salvador, foi inaugurado em janeiro o novo Centro de Convenções da cidade, construído pela prefeitura e localizado onde existiu anteriormente o Shopping Aeroclube, em frente ao mar, na Boca do Rio. Com design arrojado, o Centro de Convenções de Salvador tem o formato de uma pomba, símbolo da bandeira de Salvador.

 

Mais de 50 setores da economia devem se beneficiar da novidade. Administrado pela GL Events, empresa francesa que será responsável pelo Centro de Convenções durante 25 anos, o empreendimento deve gerar 100 novos empregos diretos, podendo chegar a mais de dois mil temporários durante os eventos.

 

O equipamento vem se juntar ao Fiesta Convention Center, anexo ao Fiesta Bahia Hotel – ainda o único na capital baiana integrado à estrutura de um hotel. Com capacidade para 5.300 pessoas, o Fiesta Convention Center foi duas vezes premiado como o melhor do Brasil na categoria Hotel Convention Center.

 

Para Claudio Tinoco, secretário de Cultura e Turismo da capital baiana, a instalação de mais um centro de convenções na cidade “traz toda uma atenção ao setor de negócios e movimenta muito além do próprio entorno” – e por isso "não temos dúvidas de que os resultados na economia da cidade serão os melhores possíveis”, diz. Tinoco garante que “todos estão otimistas, desde os donos de hotéis, bares e restaurantes até o taxista, o comerciante informal”.

 

Mais de 30 eventos estão sendo prospectados para os primeiros anos de funcionamento do novo Centro de Convenções. “Em breve, Salvador poderá retomar o patamar que já alcançou no turismo de negócios e eventos, quando chegou a ocupar a terceira posição no país neste segmento", festejou Tinoco.

 

O impacto na economia da cidade com os futuros congressos a realizar no Centro de Convenções ajudará também a equilibrar as contas do setor no período de baixa estação. O setor de Hospedagem perdeu R$ 1,6 bilhão apenas em diárias depois que o antigo centro de convenções deixou de funcionar. O equipamento antigo sofreu um desabamento parcial em 2016. A conta não inclui prejuízos amargados por outros 50 setores da economia relacionados ao turismo, mas a estimativa de perda total é de R$ 2 bilhões.

 

Mais do que substituir o antigo, o novo centro de convenções representa um passo adiante em termos de qualidade e potencial de negócios. Para Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira de Agência de Viagens (Abav), “o antigo centro não tinha uma repercussão tão grande como o novo da Boca do Rio”, que promete atender “todos os anseios e demandas, sendo um dos centros mais modernos do país".

 

Com o novo Centro de Convenções, a taxa de ocupação nos hotéis em Salvador deve crescer cerca de 10% nos dois primeiros anos e até 22% nos dois anos posteriores. O cálculo é de Luciano Lopes, presidente da seccional baiana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA). Segundo a entidade, nos últimos cinco anos Salvador perdeu 25 hotéis, incluindo dois de grande porte, devido às perdas da cidade no segmento de turismo de negócios.

 

O Centro de Convenções “restabelece o turismo de negócios para Salvador, que é um segmento importante e vinha reduzindo a cada ano”, diz Lopes – “para uma cidade é fundamental, sobretudo para uma cidade de sol e praia como Salvador, que acaba tendo uma sazonalidade muito grande no turismo”. Salvador conta hoje com 410 hotéis e 40 mil leitos.

 

Com oito auditórios e mais de 34 mil m² de área construída em um terreno de 103 mil m², o empreendimento representa um investimento de R$ 130 milhões da prefeitura de Salvador. A estrutura pode receber até 14 mil pessoas ao mesmo tempo em congressos e convenções e até 20 mil pessoas para espetáculos na área externa. Mais de R$ 25 milhões ainda serão investidos pela empresa concessionária, distribuídos entre outorga, equipamentos e instalações.